terça-feira, 4 de junho de 2013

Mudanças

Não sou a mesma pessoa... não sinto igual, não amo igual, não sofro igual... As mudanças não pedem permissão para acontecer, elas simplesmente nos surpreendem e nos arrebatam. Nos viram do avesso, nos jogam de um lado para o outro, assopram a poeira e dizem: acostume-se, você mudou. Com o corpo dolorido, a mente cansada, o ânimo fraco nos vemos em uma realidade desconhecida. Acordamos em um vasto deserto com uma missão e nenhuma ferramenta. Reconstrua-se. Mas como...? Se nem sequer temos todos os pedaços que faltam em nós... 
Seguir em frente é difícil, mas necessário... sentimos falta do velho "eu". Olhamos para trás e tudo parece tão melhor, mais feliz, mais coerente do que o deserto que temos a frente. Ver quem nós éramos traz uma sensação de vazio, perda, confusão... quem sou eu agora? 
Mudanças não pedem permissão para acontecer... a vida nos tira o que temos de mais estimado, para que na ausência de tudo possamos nos agarrar àquilo que menos valorizamos: a existência, a essência... a Alma.
Nós lutamos, sofremos e mudamos. Nada será como antes, diz a nossa Alma inquieta dentro de nós...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Pois então,...

"- Tudo bem, o que há de errado com o amor, Tony?
- O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz a gente se sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece.
- Tudo bem, então devemos fazer o melhor possível."
Já dizia o sábio Bukowski...
[ Numa Fria - Bukowski ]

sábado, 22 de janeiro de 2011

Feliz

Uma vez lhe disseram que ela teria que fazer escolhas, que não poderia ter tudo, que para ganhar algo teria que abrir mão de alguma coisa. Disseram que ela não deveria se arriscar porque isso poderia lhe trazer dor, que ela não deveria amar porque o amor não seria capaz de trazer sua liberdade.


Mas não, ela não podia ficar de lado, escondida em um lugar seguro, assistindo sua vida passar, olhando tão infeliz. Ela sabia que só precisava segurar firme e não se deixar desaparecer...


Ela não se importava se iria machucar, não se importava se o mundo a jogasse para fora, tirando o chão de sob seus pés. Ela já não ligava para a dor que sabia que viria logo em frente. Ela queria apenas ser feliz.


Ela se sentia fraca e tinha vontade de abandonar tudo o que tinha conseguido. Ela estava caída, mas não havia sido derrotada. Ela não via sentido e não queria entender, cansada de se esforçar, cansada de nadar sempre contra a corrente. Ela queria uma solução rápida, mas não queria as consequências. Ela queria ser forte, ela precisava ser forte.


Ela queria apenas ser feliz.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Doces sonhos

Doces sonhos são feitos disso. Todos estão à procura de algo, ninguém consegue achar o que quer, mas todos têm algo que o outro procura.
Doces sonhos promovem isso. Alguns querem nos usar, outros querem ser usados por nós. Sem moralismo, sem culpa.
Doces sonhos produzem isso. Todos tentam escapar, mas não tentam evitar. Todos tentam fugir, mas não saem do lugar.
Doces sonhos acabam assim. Quem somos nós para discordar? Todos esperam a melhor chance. Pense uma vez, nunca pense duas, arrisque-se e jogue os dados.

sábado, 25 de setembro de 2010

Felicidades e antifelicidades (2005)

A vida e a morte iminente
Os momentos e as lembranças
A conquista e a perda
O perdão e o orgulho
A honestidade e a falsidade
O amor e a solidão
A vitória e a fama
O agir e o pensar
A esperança e a desilusão
O recomeço e a derrota
A decisão e a dúvida
A certeza e o medo
A tranquilidade e o desespero
A calma e a angústia
A chuva e o choro...